Mitigação tecnológica, plantio de árvores e desenvolvimento de programas de restauração de bioma da Mata Atlântica são algumas iniciativas

O Comitê Rio 2016 lançou nesta quinta-feira (30) o Relatório de Carbono dos Jogos – documento que traz a estimativa do cálculo da pegada de carbono dos Jogos e as ações de redução, compensação e mitigação tecnológica. O objetivo é fazer com que os Jogos estimulem uma economia de baixo carbono e que as soluções comecem a ser implementadas desde já.

“Nosso objetivo é implementar ações para minimizar as emissões de gases de efeito estufa, ou seja, entregar Jogos de baixo carbono e, ao mesmo tempo, criar um legado benéfico e duradouro para a economia do país.”, explica Tânia Braga, gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016.

A estimativa da pegada total dos Jogos, considerando todas as emissões de operações, construção das instalações, infraestrutura da cidade e dos espectadores é de 3,6 milhões de toneladas de carbono – o equivalente ao uso de 32 milhões de celulares durante um ano ou 64 milhões de computadores sendo utilizados em horário comercial no mesmo período.

A compensação por meio de mitigação tecnológica será de 2 milhões de toneladas e, para isso, o Comitê conta com as soluções inovadoras da Dow, companhia química oficial dos Jogos Olímpicos e parceira oficial de carbono do Rio 2016. A empresa conta com uma série de ações nas áreas de agricultura, indústria e infraestrutura – seja com a utilização de soluções que proporcionam maior eficiência energética ou por meio de tecnologias para diminuir o desperdício de alimentos, por exemplo.

O estado do Rio de Janeiro, por sua vez, será responsável pela compensação de 1,6 milhões de toneladas de carbono. Parte deste total será compensado com o plantio de árvores e o restante será realizado através do desenvolvimento de programas de restauração de bioma da Mata Atlântica entre outras soluções de incentivo à economia de baixo carbono.

Além disso, o Comitê tem a meta de concentrar seus esforços no planejamento da operação para reduzir as emissões na fonte. Entre as iniciativas estão a redução de materiais por meio de um design inteligente, compras sustentáveis em toda a cadeia de produção e a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis e alternativos.

“Esse é um tema muito relevante para a situação climática que a gente vive hoje. Chegamos ao limite do que o planeta pode dar conta e temos cerca de uma década e meia para reverter tudo isso. Apesar da situação crítica, a sociedade vem encontrando soluções e uma delas é o que está sendo feito com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos aqui no Rio de Janeiro. Este é um bom exemplo de como a sociedade pode dar conta do recado”, afirmou Rachel Biderman, diretora-executiva da WRI Brasil.

Fonte: Rio 2016